A indústria automotiva é uma das principais do país , peso decisivo no PIB industrial, na arrecadação, no emprego e nas exportações e opera com horizontes longos: cada decisão tem impacto por décadas. Por isso o ANFAVEA VISIONS inicia a manhã do primeiro dia pela discussão que precede todas as outras: o ambiente de negócios e o futuro dos investimentos do setor. Afinal, é saber qual é a regra do jogo nos próximos anos. Conduz a manhã WILLIAM WAACK: Jornalista âncora da CNN e uma das vozes mais afiadas em economia e geopolítica.
Momento operacional / networking
A Cerimônia Oficial de Abertura do ANFAVEA VISIONS reúne no palco representantes do Governos e entidades congêneres reponsáveis pelo apoio e desenvolvimento do setor automotivo a da mobilidade no Brasil. O momento marca o início das atividades e o Presidente Igor Calvet ao lado do Presidente de Honra, do Patrocinador Host, a ALLINZ e dos Presidentes da FENABRAVE e SINDIPEÇAS prestigiam os participantes com o seus cumprimentos e visão de cooperação para contração de um setor unido e forte.
William Waack, uma das vozes mais afiadas do jornalismo brasileiro em geopolítica e economia, abre o ANFAVEA VISIONS com uma leitura do cenário global que nenhum CEO pode ignorar: a disputa entre Estados Unidos e China redesenhou cadeias de suprimento, redefiniu rotas de capital e transformou decisões comerciais em escolhas geopolíticas. O Brasil, posicionado entre as duas potências, enfrenta um dilema estratégico que impacta diretamente quem fabrica, exporta e investe no setor automotivo. A fala inicial de Waack da o tom de uma manhã com grandes estrelas do mercado de finanças e capitais.
Numa conversa direta com Igor Calvet, Ilan Goldfajn traduz como o capital global será alocado na próxima década o custo do dinheiro e a estabilidade macro que destravam investimento de longo prazo, o papel dos bancos de desenvolvimento no financiamento da transição energética e da reindustrialização, a disputa da América Latina por capital industrial e as condições que o Brasil precisa oferecer para atrair as cadeias da nova mobilidade.
Agora é a vez de quem analisa os números no dia a dia responder às perguntas que interessam a quem decide investir: como estão as condições reais de crédito para a indústria, qual o apetite do mercado para financiar a transição energética e a transformação automotiva, o que o cenário de juros, câmbio e fiscal significa para quem planeja ciclos longos de capital e onde estão as oportunidades que o mercado já enxerga mas a indústria ainda não capturou. Uma conversa direta entre quem lê os indicadores e quem precisa transformá-los em decisão.
O CEO da B3, a maior bolsa de valores da América Latina, apresenta uma leitura de como o mercado de capitais está efetivamente precificando o Brasil industrial: onde o capital está fluindo, quais setores já têm tese de investimento consolidada e o que a transformação automotiva precisa demonstrar para atrair alocação de longo prazo. Em seguida, uma conversa com o Presidente da ANFAVEA conecta essa leitura à realidade das montadoras: o que os CEOs da sala precisam saber sobre apetite de investidores, abertura de capital, crédito estruturado e as condições para financiar a transição que o setor exige.
Momento operacional / networking
A indústria automotiva e o ecossistema da mobilidade estão sendo reescritos em tempo real. Em todas as matrizes, a pergunta se repete: onde alocar capital, capacidade produtiva e roadmap tecnológico nos próximos anos. O Brasil pode entrar nessa equação como plataforma de exportação relevante ou ser empurrado para o papel de mercado consumidor periférico. É essa decisão que organiza toda a tarde do primeiro dia do ANFAVEA VISIONS.
CEOs de grandes fabricantes globais de veículos instaladas no Brasil sobem ao palco do ANFAVEA VISIONS para traduzir a estratégia das suas matrizes e destrinchar o que está transformando a indústria automotiva no mundo. Eletrificação, inteligência artificial, software embarcado, cadeias de suprimento redesenhadas, modelos de negócio que deixam de vender produto e passam a vender experiência, uma jornada do cliente que já não começa na concessionária e talvez nem termine nela. A conversa parte do global e chega ao Brasil: o que esses líderes esperam para os próximos anos, como a transformação tecnológica redefine produção, consumo e competitividade, e onde todas essas forças convergem para determinar o papel do Brasil na indústria automotiva que está sendo reescrita.
A história da indústria automotiva brasileira foi escrita sob um modelo claro: montagem local, engenharia adaptada, produto derivado. Agora, a pergunta mudou. Não se trata mais de saber se o Brasil produz veículos, e sim se o Brasil vai desenvolver a tecnologia que define o veículo. Neste painel, os CEOs de duas grandes fabricantes instaladas no país e o CEO da maior desenvolvedora de tecnologia automotiva do mundo debatem questões que a indústria precisa resolver antes de qualquer decisão de investimento: quais condições o Brasil deve oferecer para sustentar uma base industrial de alta tecnologia; como transformar o país em fonte de tecnologia, e não apenas em destino; e como enfrentar a nova geração de concorrentes globais, que chega com outra equação de custo, software próprio e velocidade industrial redefinida.
Ao vivo de Londres, o Prof. Yuval Noah Harari, historiador, professor da Hebrew University of Jerusalem e autor de Sapiens, Homo Deus e Nexus, com mais de 45 milhões de livros vendidos em 65 idiomas, participa de uma conversa conduzida por um representante da indústria automotiva, respondendo a questões essenciais preparadas pelos CEOs das montadoras associadas à ANFAVEA. A inteligência artificial deixou de ser ferramenta, ela agora decide, aprende e atua. O poder se desloca da engenharia para o software, dos produtos para os dados, das fábricas para os sistemas. As perguntas que a indústria precisa fazer ao pensador que mais influencia hoje a forma como governos e conselhos de administração enxergam o impacto da IA sobre a economia real serão feitas diretamente pelos líderes que tomam essas decisões no Brasil.
Um dos maiores executivos da indústria automotiva mundial, Roberto Cortes é presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus há mais de 25 anos, com responsabilidade global pela marca. Sob sua liderança, a marca lidera o mercado brasileiro de caminhões há mais de duas décadas, se tornou referência global dentro do grupo Traton/Volkswagen e acumulou R$ 7,5 bilhões em investimentos. Nessa apresentação o Presidente de Honra do ANFAVEA VISIONS 2026 apresenta a sua visão sobre o futuro da indústria.
A tecnologia está redesenhando a vida em sociedade de forma sem precedentes e a uma velocidade que desafia a capacidade adaptativa de empresas, governos e indivíduos. Todos os setores disputam, ao mesmo tempo, dois movimentos opostos: capturar as oportunidades dessa nova era e escapar da obsolescência que ela impõe a quem hesita. A cadência dessa transformação e a profundidade com que ela já reconfigura o consumidor, o trabalho e a decisão de compra são os eixos estruturantes desta trilha de conteúdo. Pela primeira vez no Brasil, em um único palco, o ANFAVEA VISIONS convoca os executivos das Big Techs e das plataformas que estão reescrevendo, em tempo real, a forma como o mundo vive, trabalha, decide e consome.
Quem abre a Trilha de Tecnologia, Inovação e Disrupção é Phelipe Siani, jornalista, empresário de tecnologia e fundador de uma startup de inteligência artificial. Antes dos keynotes e painéis, Siani faz uma introdução sobre a velocidade com que a transformação tecnológica está redesenhando setores inteiros, encurtando ciclos de decisão e tornando obsoletas estratégias que pareciam seguras há dois anos. Uma leitura rápida e provocativa sobre o que mudou, o que está mudando agora e por que a velocidade da resposta importa.
Momento operacional / networking
O brasileiro já está usando a IA como um validador de suas decisões e um poderoso assistente na jornada de decisão de marcas e produtos, reduzindo o ruído cognitivo enquanto mantém o controle total do desfecho das decisões. O algoritmo organiza o caos; o humano valida a confiança. Como sua marca pode se destacar nesse novo contexto? O segredo está na ambivalência entre a construção humana e algorítmica. O posicionamento precisa ser coerente e construído de dentro para fora, unindo a precisão dos dados com a autoridade real.
Como o uso de agentes de AI pode transformar a indústria automotiva trazendo eficiência e agilidade
Momento operacional / networking
56% dos veículos novos na China já nascem com automação nível 2, o freio autônomo de emergência reduz acidentes em 66% onde é padrão, 60% dos motoristas globais planejam migrar para elétrico ou híbrido nos próximos cinco anos e em três continentes dados de direção assistida já precificam seguro e redesenham a cadeia de valor automotiva — o Brasil não aparece em nenhum desses mapas. Este painel cruza pesquisas com 25 mil consumidores em 10 mercados, cases reais de monetização de dados veiculares e a visão de quem já opera na interseção entre indústria, tecnologia e risco para responder à pergunta que interessa a todo CEO da sala: o gap tecnológico brasileiro é atraso ou é a maior janela de oportunidade competitiva que o setor já teve?
Momento operacional / networking
Transição energética, sustentabilidade e novas formas de mobilidade são a estrutura desta trilha e a equação que vai definir quem atravessa a próxima década como protagonista. A tarde de disrupção do ANFAVEA VISIONS é dedicada à única pergunta que realmente importa no próximo ciclo: como uma indústria pensada para um mundo linear vai operar em um mundo simultâneo, em que energia, comportamento do consumidor e capital deixaram de ser variáveis independentes .
A indústria automotiva vive a maior transformação de sua história. Veículos definidos por software, inteligência artificial, eletrificação, conectividade, dados e cibersegurança estão redefinindo produtos, cadeias de valor e modelos de negócio. Mas a verdadeira ruptura não é tecnológica — é estratégica. Quem liderará essa nova era: fabricantes tradicionais, empresas de tecnologia, novos ecossistemas ou países capazes de reinventar sua competitividade industrial? Encerrando a trilha de Tecnologia & Inovação, Tânia Cosentino conecta os sinais apresentados ao longo do dia para discutir as decisões que líderes empresariais precisam tomar agora para transformar disrupção em crescimento, confiança e vantagem competitiva — e o que isso significa para o futuro do Brasil na nova economia da mobilidade.
A transformação tecnológica discutida ao longo do evento ganha contorno real quando a pergunta muda: quem vai fabricar tudo isso, onde e com qual infraestrutura. Este painel conecta a visão de quem decide investir bilhões em produção local, eletrificar linhas inteiras e desenvolver engenharia própria com a de quem fornece a camada de automação, digitalização e eficiência energética que torna essa aposta viável. Gêmeos digitais, fábricas inteligentes, cadeias de suprimento redesenhadas e a equação entre escala local e relevância global. Uma conversa sobre o que separa um país que consome tecnologia de um que a industrializa.
Momento operacional / networking
O Brasil é um dos poucos lugares do mundo que opera simultaneamente petróleo, etanol, biometano, eólica, solar e hidrelétrica e o único país do G20 onde a transição energética do transporte não será uma escolha binária, mas uma orquestração entre matrizes que coexistem e se complementam. Nesse painel, executivos de grandes empresas de energia e CEOs da indpustria discutem caminhões e as oportunidades da transição energética com foco na descarbonicação.
Depois de debater a matriz energética e a descarbonização do transporte, a pergunta muda: como essa transformação chega ao dia a dia de quem se move pela cidade? O Brasil tem 87% da população vivendo em centros urbanos onde o tempo médio de deslocamento consome até 3 horas por dia, a infraestrutura de recarga ainda não acompanha a ambição da eletrificação e o modelo de mobilidade continua pensado a partir do veículo, não das pessoas. Enquanto isso, cidades como Singapura, Helsinque e Seul já operam plataformas integradas que conectam transporte público, compartilhamento, recarga e pagamento numa experiência única desenhada em torno de quem se desloca. Neste painel vemos novos players desse ecosistema numa discussão sobre novas possibilidades e oportunidades para o deslocamento diário nas grandes cidades tendo o cidadão no centro da conversa.
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